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Mais um fascinado pela sétima arte!

Every time I go to a movie, it's magic, no matter what the movie's about.
Steven Spielberg

Últimas opiniões enviadas

  • Rodrigo

    A casa que Jack construiu, definitivamente não é um filme que agradará a todos; torturas, violências gráficas, duração longa e alegorias, são os primeiros tópicos do cardápio. Um filme que desafia a decifrar metáforas, suportar situações incomodas e testa o sadismo do público.
    Jack é um engenheiro e psicopata que narra cinco dos seus sessenta casos de homicídios em duas horas e meia de filme. Sendo ele um homem com transtornos e enfrenta seus demônios diariamente, encontra em suas vitimas uma forma de adquirir superioridade, satisfazer seu narcisismo e, sobretudo, alcançar uma perfeição artística preenchendo seu ego, uma que vez que seus assassinatos são encarados como uma obra de arte. Por mais que o protagonista seja um engenheiro e arquiteto, fica claro que seu maior dom não é criar, sendo que a maior parte do tempo o mesmo está destruindo, seja a casa que ele tanto luta para construir, quanto as vidas que cruzam a seu caminho.
    Dirigido por Lars Von Trier, o longa traz consigo toda a identidade do diretor, todas as suas característica de direção estão aqui: câmera na mão onde gera takes tremidos e desestabilização, roteiro recheado de filosofias, cortes secos, divisão por capítulos, alegorias concomitante às ações dos personagens, fotografia crua sem efeitos práticos criando ambientações densas, longas cenas, atuações impecáveis e narrativas criativas utilizando de linguagens poucos usuais para exprimir conceitos e ideias.
    Com mais de uma hora e meia de filme, o diretor expõe cenas de alguns de seus filmes juntamente com opiniões sobre arte e artista, bem e mal, deixando claro que Jack, nada mais é, que o seu alter ego dialogando com o público. Sendo assim, não só atrelamos as obras de arte de Lars com os ambiciosos homicídios do perfeccionista Jack, mas todas as convicções do personagem, desejos e opiniões; o que pode ser perigoso tendo em vista que o protagonista possui visões equivocadas sobre assuntos delicados.
    Lars Von Trier nos brinda com mais um filme complexo, artístico e, sobretudo, difícil de ser digerido, porém é disso que o diretor é conhecido e foi assim que o mesmo trilhou sua carreira. Que nada cale o Lars.

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  • Rodrigo

    Ilfitrado na Klan é um filme de época, porém há inúmeros destaques aos comportamentos deploráveis que reverberam aos dias atuais.
    Seguindo uma veia cômica do inicio ao fim, o filme nunca faz esquecer-se da gravidade do problema que ali está sendo retratado, e o público transforma-se em um espectador ao presenciar discursos daqueles personagens que representam suas ideologias, temos o forte e motivador discurso do personagem Kwame Ture, os generalistas comentários da Patrice e os discursos de preconceito e ódio do personagem David Duke. Esta obra arrancará bons sorrisos através de situações hilárias, após seu fim, irá fazer-te refletir e apresentará um final aterrorizador.
    O roteiro é o grande herói, por se tratar de um assunto repetido centenas de vezes, mas com o seu humor sagaz e de palavras poderosas, faz-se deste filme um obra obrigatória. A montagem e edição brincam com nossos sentidos sendo mais dinâmica e enaltecendo a ação e comédia, utilizando-se assim de mais cortes para conduzir momentos tensos e engraçados, tornando assim um elemento cômico no próprio filme. A cinematografia competente utiliza-se muitos cenários da cor marrom com inúmeras nuances em vermelho criando uma identidade visual e remetendo a época em que se passa a história, ótimos planos em conjunto e movimentações suaves sem nunca tornar-se monótono.
    John David Washington nos apresenta o excelente personagem Ron, faz-se acreditar que ele está prestes a explodir a qualquer momento, Adam Driver interpreta Flip, um homem que começa a refletir suas origens e que a todo instante está em alerta para tudo que possa ocorrer ao seu redor.
    Spike Lee demonstra saber perfeitamente o filme que ele gostaria de entregar, pois a narrativa ocorre de forma natural, sem parecer forçado, como ocorre em muitos filmes que abordam o mesmo tema. Um grande filme com uma grande história, onde retrata um grupo de pessoas com mentes pequenas, mas caso você juntar um número razoável destas pessoas, as consequências são imensuráveis.

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  • Rodrigo

    Cuidado!
    Não espere que Hereditário seja o Exorcista da nova geração como dizem algumas matérias, é um engano afirmar esta preposição, porém temos uma obra que não deve passar despercebida. O filme intercala drama e terror, perfeitamente coreografados pelo diretor, que controla nossos sentidos a fim de trazer desconforto, angústia, curiosidade e empatia. Além dos segredos que uma família guarda para seus herdeiros, sejam estes segredos bons ou ruins, o filme vai adiante, trata-se de luto, desestruturação familiar, e claro, elementos sobrenaturais. Não discorre de um filme aterrorizante e espantoso, mas sim de uma película perturbadora criada através da situação incômoda na qual a família encontrava-se. Esteticamente e tecnicamente, o filme é impecável, a fotografia é afinada, com grande uso de tracking shots com movimentos lentos justamente com a função de fazer com que imergimos na trama, bom uso de sombras e jogos de câmeras aguçados demonstrando controle do diretor em querer mostrar aquilo que o público deve assistir; edição com planos longos, estas duas últimas características técnicas citadas, torna-o mais arrastados para alguns e mais tenso para outros. Trilha sonora empolgante, ajuda a criar tensão e o desing de som ligeiramente eficiente para causar sustos, tendo em vista que jumps scare aqui é ausente. Mis en scene precisa criando um espetáculo sombrio, atuações formidáveis, em especial para Toni Collete. É um daqueles que se faz pensar por semanas, é um terror feito de maneira diferenciada e que foge dos clichês dos gêneros, isto causando descontentamento entre os fãs mais tradicionalista, e satisfazendo aqueles que gostam de ver algo novo. Fez-me lembrar de aspectos que Polanski usou em Bebê de Rosemary, onde a situação é mais aterrorizante do que imagens gráficas, onde o terror não está nos sustos, mas sim no drama vivido pelos personagens, e o final, quem assistir saberá do que estou dizendo.

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  • Marcus Duarte
    Marcus Duarte

    Obrigado Rodrigo, qualquer dica, manda aí!! Abraço

  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse http://itcanbetaught.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento http://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • eu
    eu

    Eu sou meio anta, e sempre acho que respondi os recados, e quando vejo que não obtenho resposta, saco que não respondi!
    Ah, eu vejo pela TV paga, então não corta, eu acho. Assisti diário de um banana nesse final de semana.

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